Cases Reports
Highlighted Cases
Media Alert

Violations in China
Murder and Execution
Torture
Violence Leading to Disabilities
Violence against Women
Psychiatric Torture
Enslavement
Persecution of Families
Violence against Persons with Disabilies
Right to Education
Violence against Foreign Citizens

Cases
Death
Torture
Psychiatric Torture
Religious Intolerance
Freedom of Expression
Arbitrary Detention
Violence Against Children
Violence Against Families
Violence Against Women
Human Rights Defender
Right to Health
Right to Education
Independent Judges and Lawyers
Disappearance

China Reports
Labor Camps
Cases By Province

Refugees
Deprived CitizenShip
Internally Displaced ( IDP )

Publications
Falun Gong Reports
United Nations Reports
Human Rights Reports

Resources
Falun Info. Center
Justice for Falun Gong
Friends of Falun Gong
WOIPFG
United Nations
Home
Edição 31: É uma questão de consciência  
Print  E-mail 

Boletim Informativo do Direitos Humanos - Artigo 31

A versão online está aqui.
A versão em PDF está aqui.

É uma questão de consciência

Muitas pessoas escrevem para nós e perguntam por que o nosso trabalho gira em torno da China, por que não trabalhamos para previnir que os EUA cometam atos repreensíveis contra tantas vítimas?

A resposta simples e direta é: porque estamos determinados a defender o direito mais fundamental dos seres humanos, o direito de consciência, e para parar o pior de todos os crimes, os crimes contra a consciência.

Na Declaração da Independência dos EUA, Thomas Jefferson declarou que todos os homens são dotados de "certos direitos inalienáveis, que dentre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade." Os direitos inalienáveis, infelizmente, muitas vezes foram tirados dos seres humanos.

Há uma coisa que nenhuma força externa pode tirar de um ser humano. Essa é uma consciência. Ninguém pode nos forçar a mudar a nossa mente, temos que concordar. É a única coisa que um ser humano verdadeiramente detém e controla. A consciência, portanto, define a humanidade, e o direito de consciência é direito fundamental do ser humano.

"Implacável" de Wang Zhiping. Uma representação artística da polícia batendo incessantemente em um praticante do Falun Gong.

Como não há acesso direto à consciência humana, as tentativas para violentar a consciência das pessoas deve ser exercido através de outras violações. Esse é o motivo subjacente porque a violação da liberdade de crença está frequentemente associada a violações de outros direitos básicos, uma observação que Asma Jahangir, o Relator Especial sobre Liberdade de Crença e Religião, fez em um de seus relatórios.

Quando os seres humanos perdem a sua consciência, não há limites para a sua degenerescência, e não há como prever o que mentes decadentes podem fazer. Muitos estão indignados com alimentos e brinquedos tóxicos exportados da China, e alguns analistas atribuem isso à "falta de estado de direito" na China. Quando não há consciência, a inteligência humana usa de todos os meios para driblar as leis em benefício pessoal.

A falência moral na China é o resultado de mais de cinqüenta anos de crimes contra a consciência pelo regime comunista chinês. Nos últimos anos, o regime chinês teve seus crimes contra a consciência exportados para outras partes do mundo, mergulhando as pessoas em Darfur, Birmânia, Zimbabué, Coreia do Norte e outras regiões em piores sofrimentos e violações dos direitos humanos e estimulando empresas ocidentais, tais como Microsoft, Yahoo e Cisco a cooperarem com as suas violações dos direitos humanos.

Uma vez que incitar as pessoas a agir contra a própria consciência é a base do regime comunista chinês, o regime chinês vê a consciência como a maior ameaça ao seu domínio e passou a violentar ferozmente as pessoas que insistem em preservar a própria consciência. A perseguição do regime comunista chinês ao Falun Gong é seu ataque mais recente e mais terrível contra a consciência.

Ao se posicionarem contra o Partido Comunista Chinês (PCCh), os praticantes do Falun Gong não só se posicionam pelo próprio direito de consciência, mas também se posicionam por toda a humanidade.

Como podemos nos permitir não nos posicionarmos com eles? Como podemos não nos dedicar a impedir os crimes do regime comunista chinês contra a consciência?

Para ilustrar a história e a essência desta luta épica entre a paz e a violência, entre a verdade e a mentira e entre a consciência e o mal, nós trazemos-lhes o livro, Falun Gong, Humanity's Last Stand, publicado em partes.

"Se o certo e o errado podem ser comprometidos, por que há o certo e o errado? ... A consciência, portanto, define a natureza humana, e o direito à consciência é direito mais fundamental do ser humano.

Nenhum crime, por isso, é pior do que o crime contra a consciência."

-- Fundação Consciência

Falun Gong, Humanity's Last Stand

Parte I: A história se desenvolve

Nas primeiras horas de 20 de julho de 1999, atrás da cortina da noite, as forças policiais armadas chinesas, conduzidas pelo então presidente da China, Jiang Zemin, iniciou uma blitz nacional para prender os praticantes do Falun Gong, lançando uma violenta opressão sobre 100 milhões de cidadãos inocentes.

Um grupo de policiais agredindo os praticantes do Falun Gong na Praça Celestial da Paz (Tiananmen).

Ninguém naquele momento – nem os oprimidos, nem os opressores - acreditavam que a perseguição poderia durar muito tempo. Para os praticantes do Falun Gong, a perseguição era o resultado de um mal-entendido. Menos de três meses antes, em 25 de abril, a Premier Zhu Rongji se reuniu com representantes dos praticantes do Falun Gong e assegurou-lhes o direito de praticar o Falun Gong. Em 14 de junho, um porta-voz do governo afirmou que o governo nunca proibiu a prática do Falun Gong e que as pessoas tinham o direito de praticar. Como pode um governo se contradiz com tanta rapidez?

Mais importante, os praticantes do Falun Gong não conseguiam pensar em nenhuma razão justificável para a perseguição. O Falun Gong apenas ensina as pessoas a seguir os princípios da Verdade-Benevolência-Tolerância para melhorar a sua qualidade moral e mental, e para a prática de cinco séries de exercícios de meditação para melhorar o seu bem-estar físico. As autoridades estavam plenamente conscientes do impacto positivo do Falun Gong na sociedade, artigos de fevereiro das publicações US News e World Report citam um oficial da Comissão Nacional do Esporte creditando a prática por poupar 100 bilhões de Yuan em despesas médicas por conta dos 100 milhões de pessoas que praticavam o Falun Gong . Um terço dos 60 milhões de membros do PCCh e um grande número de funcionários públicos de alto escalão praticavam o Falun Gong. Como poderia um governo se opor àqueles mesmos que o apoiavam?

Para o PCCh, a perseguição foi concebida para ser uma morte rápida. Jiang mesmo, por exemplo, havia afirmado: "Eu simplesmente não acredito que o nosso Partido Comunista não consiga dominar o Falun Gong."

O regime tinha toda a razão em ser auto-confiante. Durante vários meses, seus agentes de inteligência haviam travado os praticantes do Falun Gong que pensavam ser "líderes", e a sua máquina de propaganda tinha preparado fabricações potentes para difamar o Falun Gong e virar a opinião pública contra eles. Em muitas perseguições anteriores, esses dois passos sozinhos foram suficientes para quebrar a espinha dorsal e o espírito de qualquer grupo de vítimas.

O regime comanda a mais poderosa máquina de repressão do mundo: o maior exército, força policial armada, polícia de segurança pública, centros de detenção, e sistema de campos de trabalhos forçados. Esta máquina bem oleada que acumulou muita experiência e habilidade em controlar as mentes das pessoas, ditando o comportamento social, e aniquilando os grupos não-conformados. Além disso, o regime conseguiu uma façanha como nenhum outro opressor antes: estimular a aquiescência do mundo em repetitivas violações dos direitos humanos através de favores económicos. Parecia não haver nada que pudesse deter o regime de fazer o que quisesse para atingir seus objetivos.

Foi assim que transbordando arrogância, o regime do PCCh se desviou-se da sua prática habitual de rotular suas perseguições políticas como "assuntos internos" para desviar a atenção internacional e, ousadamente, proclamou a sua nova perseguição no exterior e até pediu à Interpol para prender e extraditar o fundador do Falun Gong. Com essa confiança, o PCCh deu a si mesmo três meses para "resolver completamente a questão do Falun Gong". Alguns especialistas em China e observadores internacionais pensaram que o governo precisava de apenas uma semana.

Como a história se desenrola, o que parecia um ataque desigual acabou por ser uma luta épica da paz contra a violência, da verdade contra a mentira, e da consciência contra o mal.

Em 7 de maio de 2004, no Campo de Trabalhos Forçados de Longshan, dois policiais algemaram a Sra. Gao Rongrong a uma tubulação de aquecimento e deram-lhe choques com três bastões elétricos durante sete horas seguidas, queimando o seu rosto até que ficasse torrado. Esta foto foi tirada 10 dias depois. A Sra. Gao enviou a foto para sites no exterior. Quando o regime comunista descobriu, eles lançaram um boletim a todos os pontos para sua captura. Eles torturaram Gao Rongrong à morte em 16 de junho de 2005.

Não há dúvida sobre a ferocidade dos opressores. Nos primeiros anos da perseguição, o PCCh foi capaz de trazer o peso de toda a sociedade sobre os praticantes do Falun Gong. Cada elemento da sociedade, dos ministérios do governo até os bairros, virou-se contra o Falun Gong. Os praticantes foram obrigados a renunciar a sua crença, ou ser demitidos de seus empregos, expulsos das escolas, desprovidos de licenças comerciais, despejados de suas casas, e privado de aposentadorias.

Também não há dúvida sobre a brutalidade do regime. Aqueles que se recusaram a ceder à pressão política e social sofreram lavagem cerebral, foram encarcerados, torturados e mortos. Milhões e milhões de praticantes do Falun Gong, de crianças pequenas a mulheres grávidas e idosos, têm sido detidos e maltratados. Milhares foram torturados até a morte, enquanto muitos outros simplesmente desapareceram. Mais chocante, pelo menos um campo de concentração clandestino extraiu órgãos vitais de milhares de praticantes do Falun Gong. Com o bloqueio de informações do regime mantendo o quadro completo oculto, o alcance e a gravidade das atrocidades são difíceis de penetrar.

Diante da extrema injustiça, enfrentando abomináveis torturas e assassinatos, os praticantes do Falun Gong têm permanecido completamente pacíficos. Permanecem pacíficos em face das agressões policiais, e da coação policial para que outros presos se tornem seus algozes. Eles têm exemplificado o ensino do Falun Gong de "não bater de volta quando atacado, e não revidar quando insultado". Apenas os justos comandam o poder moral da não-violência. Semelhante poder moral não é exibido por apenas um ou dois, ou alguns, mas por todos os praticantes do Falun Gong. Sua grande tolerância e justiça têm tocado inúmeras pessoas, incluindo os torturadores.

Além da perseguição violenta, o regime comunista também lançou uma ampla campanha de desinformação para demonizar o Falun Gong, incitar o ódio, e colocar mais pressão sobre os praticantes do Falun Gong. A máquina de propaganda do PCCh inundou as máquinas de impressão e ondas de rádio com as mais aviltantes mentiras e fraudes, alegando que o Falun Gong pregava o fim do mundo e encorajava o suicídio, que o regime tinha tratado os praticantes do Falun Gong , "como uma mãe trata suas filhas", e que tinha ganhado "uma vitória decisiva e transformado com sucesso 98% dos praticantes do Falun Gong". No início de 2001, o regime chegou a encenar a auto-imolação de cinco pessoas na Praça da Paz Celestial e, como Nero, que transferiu a culpa do Grande Incêndio de Roma para os cristãos, colocou a culpa da imolação no Falun Gong. A propaganda potente envenenou muitas pessoas que passaram a odiar o Falun Gong e participar da perseguição.

Para permitir que o povo chinês conhecesse a verdade sobre Falun Gong e a perseguição, os praticantes colocaram panfletos em vários locais públicos. Muitas pessoas lêem os folhetos do Falun Gong.

Com grande compaixão por aqueles que estão sob a influência das mentiras venenosas, os praticantes do Falun Gong têm persistido no que a língua chinesa descreve como "o esclarecimento da verdade", informando as pessoas sobre os fatos, sobre o Falun Gong, e acordá-los desta perseguição que se baseia inteiramente em mentiras. No início, poucas pessoas ouviam, e eles até entregaram muitos praticantes para as autoridades. Gradualmente, as pessoas começaram a escutar. Como eles aprenderam sobre as abomináveis torturas e viram através das mentiras do PCCh, eles começaram a se distanciar da perseguição. O PCCh já não consegue mobilizar a sociedade para ajudar na perseguição. Mais e mais pessoas também começaram a proteger os praticantes do Falun Gong e ajudá-los a espalhar a verdade.

Pela primeira vez, o PCCh teve de conter a sua máquina de propaganda, pois continuar sua campanha difamatória contra o Falun Gong, seria apenas transmitir a mensagem de que o Falun Gong ainda está de pé e que os praticantes do Falun Gong estão ainda mais fortes na China. Pela primeira vez na sua longa história de ditadura, o PCCh teve de tornar subterrânea a perseguição e parar de anunciar mais "vitórias decisivas".

O regime, no entanto, não pode parar a maré de virar. A perseguição ao Falun Gong tem exposto completamente a natureza despótica do PCCh. Ao mesmo tempo, a coragem dos praticantes do Falun Gong tem despertado a consciência das pessoas. Um grande número de pessoas renunciou ao PCCh ou se demitiu de outras organizações afiliadas ao PCCh, como uma declaração para recuperar suas consciências. Em dezembro de 2007, quase 30 milhões de pessoas renunciaram a sua filiação ao PCCh, e o número está crescendo rapidamente.

Esta resistência a uma violenta perseguição através do esclarecimento da verdade e o despertar da consciência das pessoas não tem precedentes. A vontade de ferro que o Falun Gong têm demonstrado e os tremendos sacrifícios que eles fizeram é o que a língua chinesa descreve como "surpreendendo os céus e movendo os deuses". Quando esta página da história for virada, não há dúvida de que os historiadores, escritores e acadêmicos para as gerações vindouras irão visitar e revisitar a história épica que se desdobra nos dias de hoje.

-- Continua na nossa próxima edição: História ignoradas

Trecho do livro Falun Gong, Humanity's Last Stand

É uma questão de moralidade

Algumas pessoas pensam que vincular as Olimpíadas a melhoria dos direitos humanos na China está errado. A Olimpíada, dizem eles, não deve ser um jogo político.

Nossa resposta é dupla.

Primeiro, se um membro de um partido político comete um assassinato, é uma decisão política se opor à sua ilegalidade? Claro que não! É uma questão de moralidade. Não deveríamos tentar parar o assassino? O advogado chinês dos direitos humanos Gao Zhisheng afirmou isso bem na sua recente carta ao Congresso dos EUA, "Como vocês sabem, hoje, na China, aqueles que associam as Olimpíadas com os direitos humanos são imediatamente perseguidos pelo regime comunista e sua gangue como 'inimigos do o estado'". O resultado: a polícia secreta levou ELE embora. Somos inimigos do Estado por associar os Jogos Olímpicos aos direitos humanos? Novamente, é uma questão de moralidade.

Em segundo lugar, em 2001, a fim de garantir as Olimpíadas, as autoridades do governo chinês fizeram uma promessa explícita de melhorar os direitos humanos e a liberdade na China. Para fazer a China manter a sua promessa não é mais uma decisão política, mas também uma questão de moralidade.

Cartaz de uma criança e duas cartas, uma escrita por uma vítima que testemunhou a perseguição brutal na China e outra escrita por um deputado norte-americano, Adam Schiff, levantando essas questões em seu país.

Esta foto foi tirada durante o Ano Novo Chinês de 2005, um tempo em que as famílias se reúnem. A placa diz: "Meu nome é dom Mingyuan e tenho cinco anos. Meu pai Sun Qian foi arbitrariamente condenado a 12 anos de prisão porque ele pratica o Falun Gong. A polícia sequestrou minha mãe Ma Chunli na rua em plena luz do dia em 14 de dezembro de 2004 só porque ela quer ser uma pessoa boa e seguir o princípio da Verdade-Benevolência-Tolerância. Ela está em greve de fome há 48 dias e está em estado crítico. Eu estou sozinho, desamparado, e separado dos meus pais. Pessoas benevolentes, por favor me ajudem. Tenho saudades da minha mãe. Eu quero a minha mãe e o meu pai de volta."

Carta da vítima

Carta ao Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI)

Por um praticante do Falun Gong na China

Caro Sr. Presidente:

Estou ciente de que estou escrevendo para você como um completo estranho, e meu inglês não é bom o suficiente para fazer as minhas palavras elegantes...

Peço desculpas por omitir o meu nome e endereço. A razão é a mesma que me levou a escrever esta carta. Na China, as pessoas não têm o direito de expressar livre e publicamente suas opiniões.

É exatamente isso que eu gostaria de lembrá-lo: agora não é um período extremamente importante só para mim, um chinês comum, mas também para você e todos no mundo civilizado.

Talvez você queira se tornar o presidente mais bem sucedido na história do COI, ou talvez você simplesmente deseje ser uma pessoa respeitada, talvez você queira ser um bom pai para os seus filhos, e muitas outras coisas.

Mas estou certo de que você não quer ser registrado nos livros de história como cúmplice de uma ditadura.

Infelizmente, agora, você está pendurado na beira de um precipício.

Agora, deixe-me dizer porque este é um momento crucial – você tem a oportunidade de ajudar inúmeras pessoas que estão sofrendo graves injustiças, ou você pode apoiar criminosos com o seu silêncio e trazer vergonha para os Jogos Olímpicos.

Vou compartilhar com você algumas histórias verdadeiras que eu testemunhei pessoalmente.

Um de meus professores foi enviado para um hospital psiquiátrico e posteriormente para uma prisão, porque ela não queria desistir de praticar o Falun Gong. Esta não é uma piada.

A polícia levou minha mãe, que está em seu 60 anos, em 20 de julho de 1999. Ela não pôde dormir por 24 horas e foi privada da liberdade pelo próximo mês. A mesma coisa aconteceu com milhares de outras pessoas na China. A razão é simples: eles praticavam o Falun Gong. O governo chinês prometeu-lhes a liberdade, se eles simplesmente renunciarem à sua crença.

Meu colega esteve detido na prisão por vários meses pela mesma razão.

Minha esposa passou um longo tempo convencendo os pais a aprovar a nossa união. Quando visitei a sua casa pela primeira vez, seus pais ficaram aterrorizados, porque minha mãe praticava o Falun Gong, tudo por causa das descaradas mentiras do governo fabricadas em uma tentativa de justificar a perseguição.

Talvez você diga que tudo isso está no passado agora, que o governo chinês tem feito grandes melhorias em termos de direitos humanos. No entanto, mesmo agora, as autoridades viriam a minha casa para nos intimidar, se soubem que minha mãe estava aqui. Isto é o que eles afirmam ser o melhor período dos direitos humanos na história da China.

O que eu acabei de dizer é a vida "harmoniosa" de um chinês comum. Eu nem sequer mencionei os órgãos retirados de praticantes vivos do Falun Gong ou incontáveis outras vítimas em toda a China.

Qual é o verdadeiro objetivo das Olimpíadas? É simplesmente um belo espetáculo que visa o sucesso comercial, ou é destinado a lembrar-nos da amizade, humanidade e coragem?

A resposta não é difícil de encontrar se você procurar no fundo da sua consciência.

Quando Martin Luther King fez o famoso discurso "Eu tenho um sonho", pessoas de cores diferentes escutavam. Eu espero que você compartilhe um pouco da coragem do Dr. King e a vontade de defender a justiça.

Um cidadão chinês
Escrito em 24 de agosto de 2007

Carta do Congressista Adam Schiff

Em 16 de novembro, o Congressista Adam Schiff escreveu ao Sr. Liu Qi, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog) sobre os direitos humanos na China. Aqui estão algumas citações da carta, cujo texto integral pode ser lido aqui.

"... continuamos profundamente preocupados com a falta de melhoria da situação dos direitos humanos na China. Apesar de promessas explícitas de funcionários do governo chinês em 2001, o governo chinês não tomou medidas sérias para expandir os direitos fundamentais e a liberdade."

"Em 2001, um representante do Comitê Candidato de Pequim disse: 'Ao confiar a realização dos Jogos Olímpicos a Pequim, vocês irão contribuir para o desenvolvimento dos direitos humanos.' Seis anos mais tarde, as melhorias na liberdade de imprensa ou a liberdade de expressão online têm sido mínimos."

"Estamos incomodados com os jornalistas chineses serem obrigados a aceitar os ditames do Departamento de Propaganda, que impõe a censura sobre uma vasta gama de assuntos. O Estado mantém um amplo controle das notícias e usa as leis autoritárias para castigar os jornalistas e editores que adotam uma mídia mais liberal – acusando-os de subversão, divulgação de segredos de Estado e de espionagem. Autocensura é a regra em redações editoriais. E as mídias chinesas sediadas no exterior são bloqueadas, restringidas ou interferidas, incluindo a mídia patrocinada pelos EUA, prevenindo o aparecimento de qualquer pluralismo."

"No passado, os Jogos Olímpicos foram capazes de ajudar a estabelecer a liberdade em países que lutavam para emergir do autoritarismo. Hoje, a ausência de esforços do governo chinês pode arruinar os objetivos e os ideais dos Jogos Olímpicos."

"Sr. Presidente, acreditamos que suas convicções lhe permitiram rapidamente fazer o que todos esperam de você – agir em prol da liberdade na China antes do início dos Jogos Olímpicos de 2008."

Nove congressistas, incluindo Adam Schiff, assinaram a carta.


Diga me por que?
Em 2003, com de dez anos de idade, Declan Galbraith, gravou uma canção que faz a pergunta: "Diga-me por que é que tem de ser desse jeito?" Que resposta podemos dar aos nossos filhos sobre este mundo que criamos? Por favor, escute suas palavras.

http://www.youtube.com/watch? v=_j6IBdHW_rY&feature=related


Para assinar a petição online:
http://www.falunhr.org/te/index.php? signature=1&lang=portu


Leia todos os boletins online

Para deixar de receber este boletim, por favor clique aqui

Grupo de Trabalho dos Direitos Humanos do Falun Gong
9974 Scripps Ranch Blvd. #228, San Diego, California, 92131, United States
Telefone: 619-280-5177, Fax: 619-280-4931, E-mail: contact@falunhr.org


     
    ©2003-2007 Falun Gong Human Rights Working Group, All Rights Reserved