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Edição 14: O mundo está vendo  
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Boletim Informativo dos Direitos Humanos do Falun Gong, Artigo 14

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O mundo está vendo

Por Shizhong Chen


“O mundo esta vendo” costumavam ser palavras poderosas, inspirando os oprimidos e intimidando os tiranos.

Agora, elas foram reduzidas a uma mera descrição.

No dia 7 de julho de 2004, fotos de uma mulher chinesa, a Sra. Gao Rongrong, desfigurada após dois policiais aplicarem choques em sua face com três bastões elétricos por sete horas, foram publicadas e divulgadas por praticantes do Falun Gong por todo o mundo.

Em 7 de maio de 2004, no Campo de Trabalhos Forçados de Longshan, dois policiais algemaram a Sra. Gao Rongrong a um cano de aquecimento e aplicaram-lhe choques na face com três bastões elétricos por 7 horas consecutivas, queimando seu rosto até que ficasse quebradiço. As fotos foram tiradas 10 dias depois.

Estas fotos foram enviadas para fora da China de maneira muito arriscada pela Sra. Gao e seus companheiros praticantes do Falun Gong, que têm suportado mais de dez anos de uma perseguição bárbara nas mãos do governo Chinês.

No passado, imagens chocantes como esta teriam causado alvoroço e indignação por todo o mundo. Desta vez o mundo apenas observou.

No dia 15 de outubro de 2004, com a ajuda de seus companheiros praticantes do Falun Gong, a Sra. Gao escapou da custódia da polícia. As autoridades chinesas emitiram ordens para trazê-la de volta.

No dia dia 6 de março de 2005, a polícia capturou a Sra. Gao e vários dos praticantes do Falun Gong que a ajudaram.

Enquanto tudo isso ocorria, praticantes do Falun Gong por todo o mundo mostravam as fotos da Sra. Gao em incontáveis lugares e ocasiões e clamaravam por ajuda.

O mundo simplesmente observava.

Em 16 de junho de 2005, a Sra. Gao morreu sob custódia da polícia.

O mundo estava mesmo observando?

Muitas pessoas quando são informadas se sentem indignadas: “Como eu não fiquei sabendo disto?!” Ao mesmo tempo eles não sabem bem o que fazer.

Nós temos algumas sugestões simples.

Primeiro, conheça a verdade.

Desde que o governo Chinês iniciou a bárbara perseguição contra o Falun Gong em julho de 1999, houve muitas fotos, testemunhos e relatórios sobre as torturas e assassinatos de praticantes do Falun Gong. Apesar de enfrentarem a violência extrema, os praticantes do Falun Gong permanecem completamente serenos e pacíficos. Isto não fala por si só em alto e bom tom, sobre suas convicções e sobre os ensinamentos que dão a eles tal coragem? Falun Gong é praticado em mais de 70 países. Não existe algo de universal em relação a isto?

A demonização tem sido um ingrediente necessário em todas as perseguições de crenças e religiões na história e a campanha do governo Chinês contra o Falun Gong é a pior de todas. Usando seu poder financeiro, o governo Chinês exportou sua propaganda pelo mundo todo. Entretanto, mesmo as melhores mentiras são inconsistentes perante os fatos. Gaste 10 minutos para examinar o vídeo do próprio governo Chinês (http://www.faluninfo.net/tiananmen/immolation.asp) e você verá através das mentiras.

Saber a verdade é algo poderoso. Fale com um praticante do Falun Gong, visite um website sobre o Falun Gong e nós acreditamos que você irá chegar as suas próprias conclusões.

Segundo, exija a verdade.

Por causa de seus interesses em ganhar acesso ao mercado Chinês, algumas mídias ocidentais adotaram uma política de auto-restrição ao reportar as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo Chinês. Ao mesmo tempo, muitos dos seus artigos repetem mecanicamente a propaganda do governo Chinês contra o Falun Gong. Estas reportagens irresponsáveis causaram ainda mais danos e ajudaram a isolar o Falun Gong da atenção do mundo.

Terceiro, divulgue a verdade.

Aqueles que conhecem a verdade têm uma responsabilidade de retificar as inverdades. Se você vir um artigo dando justificativas em relação à brutalidade do governo Chinês, lembre ao autor que não pode existir desculpa para torturas e matança. Se você vir uma reportagem mostrando a violenta perseguição do governo Chinês e o apelo pacifico dos praticantes do Falun Gong como uma disputa entre iguais, lembre ao jornalista sobre a grande diferença entre os opressores e as vítimas.

Quanto mais você exigir a verdade, menos as inverdades serão faladas.

Grandes são as chances de você encontrar pessoas que evitam os “malucos do Falun Gong” ou dizem que “não há mais do que 5000 deles na China”. Partilhe com eles o que você sabe e como você veio a saber o que você sabe, e encoraje-os a fazerem o mesmo. Quanto mais pessoas souberem da verdade menos espaço existirá para as inverdades.

Quarto, fale em defesa da verdade.

Uma foto de perto do rosto da Sra. Gao Rongrong desfigurada por dois policiais que lhe deram choques com três bastões elétricos por sete horas consecutivas.

A mídia não é a única instituição que conta com a confiança do público e que tem um interesse preferencial pela verdade. Justo quando a Sra. Gao estava sendo capturada novamente, os presidentes da Alemanha e França estavam tentando suspender o embargo de armamentos imposto pela União Européia sobre a China após o massacre da Praça Tiananmen em 1989. A razão? “A melhora das condições dos direitos humanos na China.”

Outro exemplo é a senadora americana Feinstein, cujo marido tem muitas ligações de negócios com a China. Em uma resposta recente a praticantes de Falun Gong, ela escreveu: “é a minha visão que para se ter um efeito positivo na China nas questões de direitos humanos, liberdade política e assuntos de segurança, os Estados Unidos não devem colocar em questão nossa duradoura política bipartidária de compromisso, toda vez que surge uma questão controversa ou divergência surja.”

Tomando vantagem da hesitação dos governos ocidentais, o governo chinês fez com que os eles concordassem em “fazer o diálogo dos direitos humanos bilateral” às portas fechadas. É uma solução vencedora para os governos de ambos os lados: o governo chinês pode se esconder atrás da porta e os governos ocidentais podem mostrar a porta a você e dizer que estão fazendo alguma coisa.

Esta é, entretanto, uma situação de dupla perda, para as vítimas na China e para a causa dos direitos humanos por todo o mundo: as condições de direitos humanos na China esta ficando cada vez piores e os grupos de direitos humanos estão sendo efetivamente mantidos a distância.

Você pode mudar isto. Diga aos representantes do seu governo que você sabe a verdade; diga-lhes que você sabe que eles sabem sobre as atrocidades na China; diga a eles que não mantenham a verdade atrás da porta; diga-lhes que vidas humanas são mais preciosas do que aviões, óleo e outros contratos com a China; e diga-lhes que você os considera grandes responsáveis pelo fato do mundo estar apenas olhando.

Apenas quando nós, o povo, juntos, falarmos em nome da verdade, restauraremos o antigo poder da poderosa declaração “o mundo esta vendo”.

Se começarmos a fazer isto, a Sra. Gao e mais de 3.400 outros praticantes do Falun Gong não terão sido mortos em vão.

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O Dr. Shizhong Chen é o fundador do Grupo de Trabalho dos Direitos Humanos do Falun Gong e um ativista de longo tempo dos direitos humanos.



Sumam com a evidência

Estas duas fotos mostram a mesma mulher, a Sra. Gao Rongrong, antes e depois de dois policiais darem choques em seu rosto com três bastões elétricos por sete horas consecutivas.

A Sra. Gao era uma praticante do Falun Gong e foi essa a única razão pela qual os policiais desfiguraram-na cruelmente no dia 7 de maio de 2004.

Desde julho de 1999, o governo Chinês tem negado categoricamente que comete tortura e assassinatos em sua perseguição ao Falun Gong; é por essa razão que as autoridades chinesas ficaram tão chocadas quando a Sra. Gao, com a ajuda de companheiros praticantes do Falun Gong, escapou da custódia da polícia no dia 5 de outubro de 2004. Luo Gan – o chefe da “Agência 610”, órgão extrajudicial do Partido Comunista Chinês para erradicar o Falun Gong – declarou que a exposição das fotos da Sra. Gao e sua fuga “têm graves repercussões internacionais” e deve ser “lidado de maneira apropriada”. O Ministro de Segurança Pública determinou a recaptura da Sra. Gao como prioridade máxima. As autoridades usaram até a rádio pública para solicitar informação para ajudar em suas buscas.

No dia 6 de março de 2005, a polícia capturou a Sra. Gao e aqueles que a ajudaram. O governo Chinês não iria deixar a Sra. Gao viver e ser evidência da sua barbárie; ela foi detida secretamente no infame Campo de Trabalhos Forçados de Masanjia. Seus pais tentaram localizá-la por vários meses, mas foram apenas “enrolados”. Não a localizaram até o dia 12 de junho de junho de 2005, quando a Sra. Gao perdeu a consciência e estava à beira da morte, e finalmente seus pais foram notificados para vê-la em um quarto do pronto-socorro de um hospital. Porém, mesmo na presença de seus pais, a polícia repetidamente perguntava aos médicos: “quando ela pode morrer?”

A Sra. Gao morreu dia 16 de junho de 2005 aos 37 anos de idade.

As Últimas Palavras de Gao Rongrong às Pessoas do Mundo

“Minha amarga experiência é apenas a ponta do iceberg dos milhões e milhões de praticantes do Falun Gong que têm sido perseguidos. Mais tragédias ainda estão sendo encobertas e não são conhecidas pelas pessoas. Torturas e assassinatos acontecem a cada hora nos malignos campos de trabalhos forçados, prisões, centros de detenção, centros de lavagem cerebral e hospitais psiquiátricos.

Desde o inicio da perseguição, o regime de Jiang (o ex-presidente Chinês) nunca tratou os praticantes do Falun Gong de acordo com a lei. Pelo contrário, praticantes do Falun Gong são privados de direitos garantidos pela constituição e por lei, incluindo o direito de apelar, o direito à liberdade de crença e fala e até o direito à vida. Mais de mil pessoas foram torturadas até a morte e incontáveis outros foram aprisionados, torturados e mentalmente devastados.

Esta calamidade trouxe para os praticantes do Falun Gong e para suas famílias sofrimentos enormes que são indescritíveis. A perseguição à Verdade-Benevolência-Tolerância é o mais perverso esmagamento da natureza benevolente humana e uma destruição da justiça mundial e da inviolabilidade legal. Todo ser humano com uma consciência tem a responsabilidade de falar em favor da existência perpétua da justiça e moralidade no mundo.

Eu sinceramente peço a todas as organizações e indivíduos virtuosos por todo o mundo, para que prestem atenção à perseguição ao Falun Gong que está acontecendo na China, ajudem a parar a tortura e a matança, tragam os criminosos à justiça, e restaurem a justiça para a humanidade.”

Uma breve cronologia do sofrimento da Sra. Gao sob a perseguição do Governo Chinês

  • Julho – dezembro de 1999: presa por cinco vezes em Shenyang e Pequim por pedir ao governo para parar com a perseguição ao Falun Gong. Sofreu espancamentos e alimentação forçada na cadeia.
  • Fevereiro de 2000 - janeiro de 2001: presa e detida no Campo de Trabalhos Forçados de Masanjia. Sofreu múltiplas torturas.
  • 20 de junho – 7 de julho de 2003: detida e presa no Centro de Detenção de Shenyang. Sofreu com choques de bastões elétricos, espancamentos e alimentação forçada.
  • 8 de julho de 2003: sentenciada a três anos de trabalhos forçados no Campo de Trabalhos Forçados de Longshan. Sofreu múltiplas torturas.
  • 7 de maio de 2004: algemada a um cano de metal recebendo choques no rosto por dois policiais com três bastões elétricos por sete horas. Seu rosto foi desfigurado.
  • 7 de julho de 2004: as fotos da Sra. Gao foram publicadas em um website do Falun Gong (www.minghui.org)
  • 8 de maio – 4 de outubro de 2004: sob custódia policial em um hospital.
  • 5 de outubro de 2004: escapou da custodia policial.
  • 6 de março de 2005: presa novamente.
  • 6 de junho de 2005: enviada ao pronto-socorro de um hospital.
  • 12 de junho de 2005: aviso aos pais para que viessem ao hospital.
  • 16 de junho de 2005: falece no hospital.

Para maiores informações em relação ao caso da Sra. Gao, por favor, veja as páginas 114-137 de: http://www.falunhr.org/reports/2005/Report2005.pdf

Muitas pessoas que ajudaram a Sra. Gao estão sob custódia da polícia. Como testemunhas do caso da Sra. Gao, suas vidas estão em grande perigo. Elas são:

  • A Sra. Dong Jingzhe
  • A Sra. Zhang Lirong
  • A Sra. Ma Xiaolian
  • A Sra. Dong Jingya
  • A Sra. Xui Hua
  • O Sr. Sun Shiyou
  • O Sr. Feng Gang
  • O Sr. Liu Qingming
  • O Sr. Ma Yuping
  • O Sr. Wu Junde


Como você pode ajudar:


Para assinar a petição online:

http://www.falunhr.org/te/


Para saber mais...

O que é o Falun Gong?
Por que a perseguição na China?
Situação atual da perseguição na China

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