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Defendendo a Consciência
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A pintura mostra policiais torturando uma praticante do Falun Dafa com o auxílio de prisioneiros. |
Nenhum de nós, de países livres em todo o mundo, entendemos o que é preciso para os oprimidos da China se levantarem e exigirem os seus direitos humanos mais básicos sob o regime totalitário do Partido Comunista Chinês (PCCh). Enquanto nós temos o Estado de Direito, eles enfrentam as decisões do PCCh sentado em suas costas dizendo-lhes o que fazer, o que dizer e no que acreditar. Enquanto nós podemos criticar nossos governantes através de uma imprensa livre e protegida por uma Constituição, sob o regime do PCCh, o partido é o chefe responsável por aquilo que eles devem saber, pelos policiais que podem prendê-los sem causa, pelo Sistema Judiciário que os julga culpados por violar leis arbitrárias, sem provas ou o devido processo legal, e pelos guardas prisionais que os torturam por ter apenas um pensamento independente.
No entanto, como uma flor de lótus florescendo através da neve de inverno, no meio do mais duro dos ambientes, grandes espíritos clamam por um fim à pior perseguição da história. Nós, que só podemos imaginar tudo o que eles já passaram, aplaudimos os praticantes do Falun Gong no Campo de Trabalho Forçado Changlinzi por sua coragem em defender suas crenças e a justiça.
Eles pedem a nossa ajuda para deter a brutalidade do regime do PCCh: "Apelamos às pessoas e as organizações ao redor do mundo para se levantarem e defenderem a justiça, e ajudarem a manter a dignidade e o direito à liberdade de crença!" Vamos ajudá-los, não apenas pelas suas causas, mas pela nossa própria, já que este simples ato de compaixão define não apenas quem somos; ele define o mundo que escolhemos para viver. Quantos de nós vão ajudar?
Carta Aberta dos Praticantes do Falun Gong Detidos no Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi
Somos praticantes do Falun Gong detidos no Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi na cidade de Harbin, província de Heilongjiang. Temos os seguintes pedidos:
- Declarar imediatamente a inocência do Sr. Li Hongzhi e do Falun Gong.
- Libertar imediata e incondicionalmente todos os praticantes detidos ilegalmente.
- Compensar todos os praticantes pelas perdas físicas e emocionais sofridas desde o início da perseguição.
- Levar à justiça todos os principais criminosos deste regime político de delinquentes – Jiang Zemin e Luo Gan.
O sistema de trabalho forçado do Partido Comunista Chinês (PCCh) viola a convenção dos direitos humanos das Nações Unidas, bem como a Constituição chinesa. Cidadãos inocentes e praticantes do Falun Gong foram enviados a campos de trabalhos forçados contra a sua vontade por vários anos sem julgamento. O sistema ainda permite que os indivíduos sejam detidos em campos de trabalhos forçados repetidamente. Pedimos às boas pessoas no mundo para denunciar este perverso sistema. O PCCh opera o sistema que pisoteia abertamente os direitos humanos e a liberdade de seus próprios cidadãos. O colapso do PCCh é inevitável.
Convocamos as pessoas e as organizações ao redor do mundo para se erguerem e defenderem a justiça, e para ajudarem a manter a dignidade e o direito à liberdade de crença. Exigimos que o PCCh pare imediatamente esta perseguição, declarando a inocência do Falun Dafa e de seus praticantes, e leve aqueles que cometeram esses crimes à justiça.
Por todos os praticantes do Falun Gong que estão detidos no Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi
22 de novembro de 2007
Carta de Apelação de Shi Shenghong
Meu nome é Shi Shenghong. Estou atualmente detido no Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi na cidade de Harbin, província de Heilongjiang. No presente documento, eu intimo as autoridades do PCCh a libertarem imediata e incondicionalmente todos os praticantes do Falun Gong detidos.
Antes do PCCh começar a perseguir os praticantes, eu tinha uma família feliz com minha esposa Liu Mingyun e meu filho Shi Yueming. Minha esposa também é uma praticante e foi condenada a trabalhos forçados em 2000. Devido à pressão da perseguição e pelo sofrimento de perder a sua nora, a minha mãe faleceu. O PCCh causou esta tragédia para toda a minha família. Eu e minha esposa tínhamos uma loja de roupas. Depois que o PCCh começou a perseguir os praticantes, a minha família ficou falida. Nós perdemos nossa casa e tivemos que alugar um outro lugar. Esta tragédia ocorreu no que o PCCh chama de "sociedade harmoniosa".
Fui preso na noite de 20 de agosto de 2006, quando eu entregava umas peças de roupa na cidade de Harbin. Eu fui condenado secretamente a um ano e meio de trabalho forçado. Em 28 de agosto de 2006, quando minha mulher veio me visitar, a polícia prendeu-a e levou-a para o Departamento de Polícia do distrito de Nangang. Ela foi condenada a cinco anos de prisão. Naquele dia, o nosso filho, que não chegava a 17 anos de idade, tinha vindo com ela, e também foi detido por um mês. Independentemente da idade do meu filho, ele precisava dos cuidados dos pais, mas eu e minha esposa estávamos presos, assim, meu filho ficou em casa sozinho. Tal situação afetou o desempenho dele na escola. Ele não conseguiu se matricular na escola, e agora fica em casa sozinho. Depois que meu pai soube que a minha mulher tinha sido condenada a prisão e eu a trabalhos forçados, o idoso, de mais de 80 anos, chorava todos os dias, e morreu em 18 de novembro de 2006. Ele é mais uma das milhões de vítimas que sofreram ou estiveram envolvidas na perseguição do PCCh.
Shi Shenghong
Final de 2007
Do Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi
Carta de apelação de Wang Yunfeng
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Em protesto contra a tortura, muitos praticantes do Falun Gong fazem greve de fome, como resultado, as autoridades os torturam com alimentação forçada, incluindo alimentação forçada com álcool, água salgada altamente concentrada, ou fezes.
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Meu nome é Wang Yunfeng. Estou detido ilegalmente no Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi na cidade de Harbin. Eu exijo a libertação de todos os praticantes do Falun Gong detidos. Nós somos inocentes. O nosso mestre é inocente.
Desde que a perseguição começou em 1999, fui preso quatro vezes, condenado a dois anos de trabalhos forçados e fui extorquido em mais de 10.000 yuan. Fui privado dos meus direitos à liberdade de crença, liberdade de expressão e, eventualmente, até mesmo à liberdade de movimento. Nós seguimos os princípios da "Verdade-Compaixão-Tolerância" e somos boas pessoas, e não cometemos quaisquer crimes.
Minha mãe tem 80 anos e chora por mim todos os dias. Quando eu fui preso pela terceira vez, ela perdeu a visão por causa de seu choro. Devido a esta perseguição, minha filha e meu filho sofrem em seus jovens corações. Minha família está quase falida financeiramente. Sofri todos os tipos de maus tratos durante as minhas prisões e detenções. No entanto, existem milhares de famílias na China que enfrentam semelhante sofrimento.
Esperamos que nosso sofrimento desperte a consciência dos povos do mundo. Não ignorem mais os praticantes gentis e seus familiares. Espero que vocês possam apelar com retidão às autoridades superiores pelas injustiças impostas sobre nós, e pela libertação de todos os praticantes detidos. Não permitam que esta perseguição miserável continue. Deixem que a sua consciência se manifeste e ofereçam suas mãos em ajuda. Libertem todos os inocentes praticantes do Falun Gong!
Wang Yunfeng
Final de 2007
Do Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi
Carta de Apelação de Zhang Shengjie
Meu nome é Zhang Shengjie. Eu tenho 59 anos e sou da cidade de Harbin. Fui preso em 1 de novembro de 2005, e condenado a três anos de trabalhos forçados. Eu não cometi nenhum crime. Eu exijo ser libertado incondicionalmente.
Estive detido na 4ª. Divisão do Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi por mais de dois anos. Conversei com o chefe de divisão e expliquei que os praticantes do Falun Gong são todos boas pessoas. A resposta que obtive foi a de que todos os praticantes em regime de detenção são obrigados a serem "transformados". Eu não consigo entender em que tipo de pessoas o PCCh quer que os praticantes sejam "transformados". Em uma sociedade com baixos padrões morais, e onde o dinheiro está acima de tudo, os praticantes seguem os princípios da "Verdade-Compaixão-Tolerância" para purificar suas mentes, melhorar sua saúde, e, além disso, melhorar os padrões morais na sociedade. O Falun Gong oferece inúmeros benefícios sem causar qualquer prejuízo à nação, ao país ou à sociedade. No entanto, essas boas pessoas – a esperança da nação – têm sofrido esta perseguição sem precedentes. Apenas na 4ª. Divisão, conheci praticantes de diferentes níveis sociais, incluindo oficiais de regimentos militares, velhos ex-militares, engenheiros, estudantes de graduação, médicos, professores, trabalhadores e agricultores. Pelo que eu sei, há também professores, empresários e funcionários do governo detidos em outras divisões. Eles são pessoas de talento e a força principal para o desenvolvimento do nosso país. Quantos praticantes desse tipo estão detidos em todo país? Quão profunda é a destruição que o PCCh tem trazido para o povo chinês? É tempo de corrigir este erro.
Exijo firmemente a libertação incondicional de todos os praticantes inocentes detidos!
Zhang Shengjie
Do Campo de Trabalhos Forçados de Changlinzi
14 de dezembro de 2007
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Falun Gong, a humanidade se levanta pela última vez
Parte II: A história ignorada
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Ying Huang segura um retrato de sua mãe, a Sra. Luo Zhixiang. Quando Ying tinha apenas dois anos, sua mãe foi torturada até a morte por causa de sua crença no Falun Gong. |
Enquanto a luta épica tem se desdobrado na China, o mundo livre tem permanecido em grande parte à margem assistindo, ou mesmo olhando para o outro lado. Nenhum governo ainda denunciou formalmente tais violações dos direitos humanos em larga escala. Pelo contrário, nos últimos sete anos, os países ocidentais têm cobiçado favores econômicos do regime chinês, e como retribuição aprovaram tacitamente a concessão das Olimpíadas de 2008 à China e a sua adesão à OMC. Os únicos momentos em que o regime chinês recebeu pressão internacional real foram quando os conflitos econômicos foram intensificados e quando a situação na China, como a epidemia de SARS, ameaçou o mundo.
Devido principalmente a esses interesses econômicos, a perseguição do PCCh ao Falun Gong tem sido tratada como uma inconveniente e inoportuna distração, ignorada ou rejeitada, e as apelações dos praticantes do Falun Gong por ajuda têm sido muitas vezes ignoradas, incompreendidas, ou mesmo desconfiadas. Duas perguntas comuns confirmam isto.
Uma delas é "Porque não sabíamos disto?" Essa pergunta foi feita quando os praticantes do Falun Gong em todo o mundo denunciaram como 18 mulheres que praticam o Falun Gong foram despidas e jogadas para dentro das celas dos criminosos masculinos. Essa pergunta foi feita quando os praticantes do Falun Gong em todo o mundo divulgaram imagens horripilantes mostrando como sete horas de choques elétricos tinham desfigurado o rosto da Srta. Gao Rongrong. Essa pergunta foi feita quando os praticantes do Falun Gong em todo o mundo publicaram a sistemática extração de órgãos vitais de praticantes do Falun Gong vivos. Não há falta de informação. Por dez anos, praticantes do Falun Gong na China têm se colocado sob grandes riscos para coletar e enviar ao exterior, numa base diária, informações detalhadas sobre as extensas e graves violações dos direitos humanos que ocorrem na China. Instituições que influenciam a opinião pública, incluindo os governos e meios de comunicação, têm prestado pouca atenção às atrocidades, deixando o público amplamente desinformado.
Outra pergunta que surge frequentemente é: "Por que o governo chinês persegue o Falun Gong?" Para justificar a sua perseguição, o regime chinês espalhou muitas mentiras. Não é de se estranhar que, no início, os governos do mundo e os meios de comunicação foram influenciados pela propaganda do PCCh. O que é surpreendente é que, depois de dez anos, ainda não exista um estudo independente e aprofundado sobre este grave problema. Alguns chamados experts sobre a China têm racionalizado a perseguição iniciada pelo regime como consequência de ele haver se sentido ameaçado pela aparição súbita de grande número de seguidores do Falun Gong. É difícil pensar em outra importante crise recente dos direitos humanos em que o agressor tivesse uma influência tão duradoura e abrangente. Isto é o resultado combinado das mentiras do PCCh e da falta de preocupação genuína com as vítimas.
Ao mesmo tempo, os governos do mundo livre têm relutatado em ouvir o lado da história dos praticantes do Falun Gong. Alguns governos, incluindo os da Alemanha e do Canadá, nem sequer acreditam na gravidade da perseguição, e forçaram praticantes do Falun Gong a retornarem para as mãos do regime chinês. Alguns países, incluindo Alemanha, França, Singapura, Austrália, Canadá, México e Rússia, cederam à pressão do regime chinês para conter os protestos dos praticantes do Falun Gong, e alguns, inclusive, têm prendido praticantes do Falun Gong por realizar tais protestos.
Por causa deste mal entendido, ou da falta de desejo de compreender, o mundo livre permanece inconsciente do profundo despertar das consciências das pessoas na China. O consentimento, o investimento financeiro, e as tecnologias do Ocidente têm de fato desempenhado o papel de trabalhar contra estas mudanças e têm ajudado a reforçar o regime e sua repressão. Algumas empresas ocidentais, como a Cisco e o Yahoo, têm dado assistência diretamente ao regime na opressão do povo chinês.
Devido à desconfiança, quando duas testemunhas, que não são praticantes do Falun Gong, divulgaram a extração sistemática de órgãos vitais de praticantes do Falun Gong vivos em um hospital na China, nenhum governo expressou qualquer preocupação genuína. O Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou ao ponto de descaracterizar a divulgação como "reivindicações do grupo Falun Gong", e declarou que "nenhuma prova havia sido encontrada", após as autoridades chinesas organizarem duas visitas guiadas ao hospital.
O silêncio persistente do mundo livre em relação a essa grave e extensa violação dos direitos humanos é também sem precedentes. Quando essa página da história for virada, as gerações futuras se perguntarão como os governos democráticos puderam abandonar os valores mais fundamentais do mundo livre em busca dos favores econômicos de um regime despótico, e como os padrões da humanidade puderam chegar tão baixo, ao ponto de órgãos humanos negociados como mercadoria não ser suficiente para que esses governos fizessem algum barulho.
A luta épica da paz contra a violência, da verdade contra as mentiras, da consciência contra a maldade ainda está em curso, e a história ainda está sendo escrita. Aqueles que vivem a história hoje ainda têm a oportunidade de aprender sobre a luta épica e escolher em que lado da história eles querem estar.
-- Continuará em nosso próximo boletim: "A tradição chinesa das práticas de cultivo".
Extraído de "Falun Gong – A humanidade se levanta pela última vez".
Para assinar a petição online:
http://www.falunhr.org/te/index.php?signature=1&lang=portu
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