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Conteúdo:
“Por que não deixar a Popo saber?” “Ela iria chorar, chorar tristemente.”
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| Ms. Luo Zhixiang | Kaixin, filha da Sra. Luo
Zhixiang. Quando Kaixin sente falta de sua mãe, ela beija sua foto. |
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| Kaixin quando bebê, com seu avô. | Um canto do quarto onde
Kaixin vive. |
Huang Ying, nascida em 18 de maio de 2001, é a filha da Sra. Luo Zhixiang e do Sr. Huang Guohua,
ambos praticantes do Falun Gong.
A pequena Ying viu sua mãe pela última vez em agosto de 2001. Com o marido preso e a polícia constantemente no seu
encalço, a Sra. Luo teve de deixar a sua filha Ying sob os cuidados da avó paterna, a Sra. Nainai.
No final, a Sra. Luo não escapou da perseguição mortal. No dia 5 de dezembro de 2002, a Sra. Nainai levou a pequena Ying à
cidade de Guangzhou para ver o corpo de sua mãe pela última vez.
Por medo de que ela não suportasse o choque, família e amigos omitiram a notícia da morte de Luo da “vovó Popo”, a sua
mãe, que vive na cidade de Haikou. Ninguém pensou em explicar a situação delicada para a pequena Ying, na época com
apenas um ano e meio de idade, mas ela surpreendeu a todos.
Quando Popo perguntou “Onde está a mamãe?” Ying respondeu naturalmente: “Mamãe está trabalhando em Guangzhou.”
Mas quando Popo não estava por perto e outras pessoas perguntavam “Onde está a mamãe?” Ying sempre respondia que:
“Mamãe foi morta pelas pessoas más!” “Por que não deixar Popo saber?” “Porque ela iria chorar, chorar de tristeza.”
Talvez isto seja apenas uma coincidência, afinal, a criança é pequena demais para compreender toda a situação.
Certo dia, na casa de outro praticante, a pequena Ying viu um panfleto: “Praticantes Perseguidos até a Morte em
Guangzhou”. Um adulto virou a página e perguntou à Ying de quem era a foto no panfleto. Ying respondeu calmamente: “É a
mamãe”, e depois se virou para brincar. Os adultos no quarto se entreolharam aliviados; era melhor para Ying não
compreender a morte da mãe e não sofrer.
Mas eles estavam enganados. Após os adultos saírem para outro quarto, Ying pegou o panfleto, abriu-o na página com a foto
da sua mãe, e deixou as lágrimas correrem silenciosamente pelo rosto.
Quando os adultos viram isso, eles todos começaram a chorar. Esta pequena garota, com um ano e meio de idade, já sabia
ser compassiva com os outros.
Talvez você esteja curioso em saber como esta garota adorável chegou a ser dessa forma.
* * * * * *
A Sra. Luo Zhixiang, nascida em 6 de outubro de 1973, na cidade de Kaikou, era engenheira da Corporação
Industrial da Agricultura e Construção de Guangdong. Ela começou a praticar o Falun Gong em 1997, e era conhecida como
uma pessoa gentil e muito trabalhadora. Em abril de 1999, a Sra. Luo conheceu o Sr. Huang e apaixonou-se por ele.
Em 20 de julho de 1999, Jiang Zemin lançou a perseguição contra o Falun Gong. O jovem casal foi a Pequim apelar ao
governo central pelo fim da perseguição, e ambos foram presos. O Sr. Huang ficou detido por um mês, e a Sra. Luo foi
demitida de sua empresa.
Em abril de 2000, o jovem casal se casou. Seis meses depois, na noite de 29 de outubro de 2000, o Sr. Huang foi preso
novamente por distribuir panfletos expondo a perseguição ao Falun Gong e foi brutalmente espancado. Após 135 dias de
detenção, em 15 de março de 2001, o Sr. Huang foi condenado a dois anos de trabalhos forçados.
À época da detenção do Sr. Huang, a Sra. Luo já estava grávida. Em 18 de maio de 2001, ela deu a luz à Huang Ying, e lhe deu
o apelido de “Kaixin”, ou “Feliz”, em chinês. A seção local da “Agência 610” a perseguia o tempo todo, ameaçando sequestrá-
la e enviá-la a uma classe de “lavagem cerebral”. Para escapar da perseguição, a Sra. Luo deixou a pequena Ying com a avó
paterna, a Sra. Nainai, e fugiu para esconder-se. A seção local da “Agência 610” ofereceu então uma recompensa de 30.000
Yuans pela detenção da Sra. Luo.
O Sr. Huang foi libertado em 30 de dezembro de 2001, e encontrou a sua esposa somente em maio de 2002. O casal estava
casado há apenas dois anos, mas esteve separado por um ano e meio. Kaixin já tinha um ano de idade e ainda não tinha visto
o seu pai. Imagine o quanto eles queriam estar juntos com a filha e viver uma vida tranquila.
No entanto, a polícia ainda os perseguia. Em 20 de novembro de 2002, às 13 horas, a polícia invadiu o apartamento do casal
e os levou. Naquela noite, eles foram trancados em dois containers de ferro. Na ocasião, a Sra. Luo estava grávida de três
meses de um segundo filho.
Para protestar contra a detenção arbitrária e os maus-tratos, eles entraram em greve de fome e sofreram alimentação
forçada.
O Sr. Huang recordou: “O policial forçou um tubo de borracha pelo meu nariz, enquanto outros cinco prendiam a minha
cabeça e os quatro membros. Quando terminaram, eles retiraram o tubo coberto de sangue. Eles faziam isso comigo todos
os dias pela manhã, e com a minha esposa na parte da tarde.”
Em 28 de novembro de 2002, a polícia disse ao Sr. Huang que sua esposa seria liberada, porque estava grávida. Porém, o Sr.
Huang nunca mais a viu.
Na verdade, a polícia enganou o Sr. Huang e entregou a Sra. Luo para a seção local da “Agência 610”. Em seguida, a “Agência
610” enviou a Sra. Luo para uma classe de “lavagem cerebral”. Em 29 de novembro de 2002, as autoridades a enviaram para
um hospital. Dois dias depois, a avó Nainai foi notificada de que a Sra. Luo estava à beira da morte. Nainai e a pequena Ying
chegaram à cidade de Guangzhou em 5 de dezembro, mas a Sra. Luo já estava morta. Ela faleceu aos 29 anos de idade
juntamente com o seu filho no ventre.
As autoridades alegaram que a Sra. Luo havia cometido suicídio, saltando de um edifício. Contudo, antes da sua morte, ela
tinha estado em greve de fome por onze dias e estava muito fraca, até mesmo para andar. Além disso, havia três pessoas
designadas para monitorá-la permanentemente, de modo que teria sido impossível para ela encontrar uma oportunidade
para evadir-se e saltar do prédio. Uma autópsia mostrou que nenhum osso foi quebrado e que a causa da morte foi uma lesão
cerebral. Diante disso, a família da Sra. Luo exigiu explicações, mas as autoridades recusaram.
As autoridades informaram o Sr. Huang da morte da sua esposa em 2 de abril de 2003, quatro meses após o fato. Ele foi
libertado em 16 de dezembro de 2003. No entanto, a seção local da “Agência 610” continuou a segui-lo. Em julho de 2004, os
detalhes sobre a morte da Sra. Luo foram relatados no exterior. Ao saber disso, a “Agência 610” local queria prender o Sr.
Huang novamente. Para escapar da nova perseguição, ele deixou a China e se refugiou na Tailândia. Ele está atualmente
solicitando o estatuto de refugiado às Nações Unidas.
* * * * * *
Desde que o Sr. Huang deixou a pequena Ying, a menina diz a avó, Nainai, que ela sente falta do seu pai. Ela também beija a
foto da sua mãe e diz frequentemente a Nainai: “Eu vi a mamãe. Ela é tão linda. Mamãe vem me ver.”
A mãe da pequena Ying deu-lhe o apelido de “Feliz”, Kaixin. Mas ela pode realmente ser feliz? Será que alguém que tenha
lido essa história irá ajudá-la a juntar-se ao seu pai?
A perseguição ao Falun Gong tirou a vida da mãe da pequena Ying e forçou-a a viver separada do seu pai. Existem muitas
outras crianças como ela. Será que algum dia nós chegaremos a descobrir quantas?
Jovem mãe e seu filho de oito meses: torturados até a morte no campo de trabalhos forçados de
Tuanhe
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| A Sra. Wang Lixuan e o seu filho, Meng Hao |
A Sra. Wang Lixuan viveu na Vila de Nangou, município de Qixiasikou, da cidade de Yantai, província de Shandong.
Desde 20 de julho de 1999, ela foi a Pequim oito vezes, apelar ao governo para parar com a perseguição ao Falun Gong. Em
21 de outubro de 2000, a caminho de Pequim, ela e seu filho de oito meses de idade, Meng Hao, foram presos por
agentes do escritório governamental intermediário de Shandong em Pequim. Eles foram detidos no Campo de Trabalhos
Forçados de Tuanhe em Pequim.
Em 7 de novembro de 2000, a Sra. Wang e seu filho foram torturados até a morte no campo de trabalhos forçados. Quando a
sua família recebeu a notícia e chegou a Pequim, encontrou os corpos da Sra. Wang e do seu filho congelados. De acordo com
o exame do médico-legista, o pescoço e a espinha da Sra. Wang foram quebrados. O seu crânio estava afundado e havia uma
agulha encravada na sua cintura. Havia dois hematomas profundos nos tornozelos do seu filho, duas manchas pretas e azuis
sobre a cabeça e sangue no nariz. Acredita-se que as contusões tenham sido causadas quando os guardas da prisão
acorrentaram os tornozelos do pequeno Meng Hao e o penduraram de cabeça para baixo.
Os membros da família da Sra. Wang também foram perseguidos. O pai, o Sr. Wang Guihai, a mãe, a Sra. Li
Xiuxiang, e a irmã, Sra. Wang Lihui, estudante na Universidade de Yantai, foram condenados a três anos de
trabalhos forçados no Campo de Wangcun, na cidade de Zibo, província de Shandong, simplesmente porque eles praticavam
o Falun Gong. O irmão mais novo, o Sr. Wang Xucao, a student of Jinan Architecture University became destitute due
to the persecution.
Criança de quatro anos de idade sem o cuidado dos seus pais
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| Huhu |
Huhu é um menino de quatro anos natural de Pequim. O seu pai, o Sr. Yu Chao, é um engenheiro de rede de 30 anos
de idade. A sua mãe, a Sra. Chu Tong, tem 32 anos e foi professora no Instituto de Microeletrônica da Universidade de
Tsinghua.
No dia 25 de abril de 2000, o pai de Huhu foi à Praça da Paz Celestial (Tiananmen) apelar ao governo pelo fim da
perseguição ao Falun Gong. Devido a isso, ele foi detido por um mês e depois foi condenado a um ano de trabalhos forçados.
Posteriormente, ele foi autorizado a cumprir a sentença fora do campo.
Antes disso, em 27 de outubro de 1999, quando a mãe de Huhu foi a Praça da Paz Celestial apelar em favor do Falun Gong, a
polícia a espancou brutalmente. Eles a detiveram e mantiveram-na presa no Sétimo Departamento de Polícia da cidade de
Pequim. Ela foi sentenciada a um ano e meio de prisão sem qualquer procedimento legal. Após a sua libertação, no verão de
2001, ela escreveu um artigo expondo a perseguição que havia sofrido na prisão e publicou uma “declaração solene”,
expressando a sua intenção em continuar cultivando o Falun Gong. Ela e o marido foram forçados a deixar a sua casa,
juntamente com o seu filho para evitar nova perseguição e recaptura.
A polícia continuou a segui-los e passou a acompanhar de perto até mesmo o apartamento dos avós de Huhu. As alternativas
que a pequena família tinha eram limitadas. Em agosto de 2002, a polícia da Secretaria de Segurança Nacional e a “Agência
610” [1] em Pequim capturou os pais de Huhu. Huhu foi, assim,
separado dos seus pais e está atualmente sob os cuidados de um amigo da família.
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[1] “Agência 610”: Uma
agência nacional criada especificamente com o propósito de erradicar o Falun Gong e “reformar” os seus praticantes. Esta
agência tem poderes absolutos em todos os níveis da administração do Partido Comunista, bem como em todos os outros
órgãos políticos e magistraturas.
Dez anos de idade: impedido de estudar e forçado a viver nas ruas
Huang Chunlin, um menino de dez anos de idade, residente na cidade de Tieling, província de Liaoning, é agora
obrigado a compartilhar uma vida de desabrigado com a sua mãe, a Sra. Jin Hongyu. Após a Sra. Jin ter ido a Pequim apelar
ao governo pelo fim da perseguição ao Falun Gong, ela foi detida quatro vezes pelo Departamento de Polícia do Distrito
Xicheng em Pequim, e pelo Departamento de Polícia da cidade de Tieling, no distrito de Yinzhou. A Sra. Jin foi condenada a
um ano de trabalhos forçados e, em seguida, requerida a pagar uma fiança de 5.000 yuans para poder cumprir a pena em
regime aberto. Em 1999, quando Chunlin tinha seis anos, sua mãe, tia e avó foram detidas por praticarem o Falun Gong, não
ficando ninguém para cuidar dele, ou de seu avô, que sofria de uma doença grave. Eles tinham uma vida muito difícil.
Em fevereiro de 2002, Ma, o chefe da Delegacia de Polícia da rua Chaihe, distrito de Yingzhou, cidade de Tieling, juntamente
com vários policiais, foi até a casa da Sra. Jin e dos seus parentes para atormentá-los. Além disso, em diversas ocasiões, eles
afugentaram os clientes do restaurante do qual a Sra. Jin era proprietária. Então, sem qualquer autorização, a polícia
vasculhou e fechou o restaurante. A Sra. Jin teve de sair de casa para evitar novas perseguições, levando Chunlin consigo. A
partir de então, eles passaram a sofrer necessidades e suas vidas já árduas tornaram-se ainda mais difíceis.
Em maio de 2002, os policiais Yu Dehai, Sun Lizhong, e Yang Dongsheng, do Departamento de Polícia do Distrito de Yinzhou
em Tieling, encontraram e sequestraram Chunlin. Eles o interrogaram e tentaram descobrir onde a sua mãe estava, mas
Chunlin se recusou a dizer-lhes. Dom Lizhong então pegou o garoto pelo pescoço e ameaçou: “Eu não vou colocá-lo no chão
enquanto você se recusar a falar. Não pense que eu não posso lidar com você porque é apenas um garoto. É melhor você
falar, ou eu vou prendê-lo aqui.” Yu Dehai disse a Chunlin: “Se você nos disser logo onde a sua mãe e a sua tia estão,
garantimos a você que não vamos prendê-las. Mas se você não nos disser, nós vamos espancá-las se as capturarmos.” A
polícia não deixou o menino dormir à noite. Chunlin estava em um estado de esgotamento total após três dias de maus
tratos.
Mais tarde, a irmã do seu pai veio para levá-lo para casa para viver com ela. Ela o registrou na escola, mas os policiais Sun
Lizhong e Yang Dongsheng continuaram a persegui-lo. Eles iam até a escola, onde estudava e o seguiam até a sua casa todos
os dias. Enquanto isso, eles grampearam o telefone da casa da tia. Finalmente, sob pressão da polícia, a escola terminou por
impedir que Chunlin assistisse às aulas. Incapaz de suportar a pressão, no entanto, a tia ficou doente e os outros parentes
não se atreveram a acolher o garoto. Huang Chunlin está agora com a mãe, e ambos estão desabrigados e necessitados.
Eu perdi minha mãe também?
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Foto à esquerda: Zou Rongfa; Foto à Direita: O pai de Rongfa, Zou Songtao, e a mãe, Zhang
Yunhe. |
A menina Zou Rongfa nasceu em novembro de 1999. Naquela época, o seu pai, Zou Songtao, estava preso em um
centro de detenção porque havia ido a Pequim apelar ao governo pelo fim da perseguição ao Falun Gong. O Sr. Zou não foi
libertado até o final de dezembro de 1999. Ele havia sido preso e libertado várias vezes por ser um praticante do Falun Gong.
O diretor da Delegacia de Polícia de Taixi, Guoquan Gong, uma vez algemou o Sr. Zou a uma cadeira de ferro. O diretor
surrou-o com a sola do seu sapato, fazendo sua cabeça sangrar e inchar até o atingir dobro do seu tamanho normal,
tornando-o irreconhecível. Ele ficou inconsciente por mais de 20 minutos.
Em julho de 2000, o Sr. Zou foi enviado para o Campo de Trabalhos Forçados da cidade de Qingdao. Mais tarde, no final de
setembro daquele ano, ele foi transferido para o Campo Wangcun de Trabalhos Forçados na cidade de Zibo. Na manhã do dia
3 de novembro de 2000, os policiais Zheng Wanxin, Shao Zhenghua, e outros colocaram o Sr. Zou em uma sala de
interrogatório, aplicaram choques com bastões elétricos, e o mataram em pouco menos de duas horas. Assim, Rongfa
perdeu o seu pai.
Após a morte do Sr. Zou, a polícia manteve o cerco e atenta vigilância sobre a mãe de Rongfa, a Sra. Zhang Yunhe. Em
fevereiro de 2002, a polícia prendeu a Sra. Zhang e a manteve no Centro de Detenção Dashan na cidade de Qingdao. A polícia
se recusou a fornecer qualquer informação sobre ela a sua família. Zou Rongfa foi assim separada da sua mãe.
Rongfa teve de ficar com a avó de mais de 60 anos de idade. No entanto, a avó ficou doente e morreu em agosto de 2001,
depois de sofrer a dor de perder o genro e ser separada da sua filha.
Rongfa perdeu a pai, a mãe e a avó, as três pessoas que ela mais amava. Sempre que ela sente saudades da sua família, ela
sobe em um banquinho, alcança e beija a caixa com as cinzas de seu pai.
Declaração da mãe de Chen Ying
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| Chen Ying |
Em 19 de agosto de 1999, a rede chinesa de televisão CCTV, transmitiu uma reportagem sobre Chen Ying, uma
estudante do primeiro ano do segundo grau na cidade de Shuren Jiamus, província de Heilongjiang. O relatório afirmou que
Chen Ying, após haver tentado o suicídio algumas vezes, tinha morrido ao atirar-se de um trem. Este relatório não conta a
verdadeira história.
Chen Ying praticava o Falun Gong desde maio de 1996. Ela era saudável, tanto física quanto mentalmente. Ela era uma
estudante inteligente com um excelente caráter e estava sempre disposta a ajudar os outros. Na escola, ela era vice-
presidente da sua turma e atuante em atividades extracurriculares. Ela era uma aluna virtuosa por sua excelência em
termos acadêmicos, desportivos, e morais, tendo recebido diversos prêmios. Os professores e os colegas também falavam
muito bem dela. Em casa, ela era uma boa ajudante para a mãe e os vizinhos eram muito afeiçoados a ela.
Em 22 de julho de 1999, a emissora CCTV anunciou a proibição ao Falun Gong. Naquela noite, Chen Ying foi a Pequim para
apelar pelo direito de praticar o Falun Gong. Em 29 de julho, um parente a encontrou na Praça da Paz Celestial (Tiananmen),
em Pequim, e a levou de trem de volta para a cidade de Jiamusi. Quando o trem parou na cidade de Qinhuangdao, Chen Ying
fugiu quando o parente parou em uma loja. O parente buscou a ajuda dos agentes da Estação Ferroviária de Qinhuangdao,
mas eles não foram capazes de encontrá-la. Mais tarde, Chen Ying foi detida em Pequim, e colocada em um trem com um
oficial da ferrovia designado para vigiá-la. Durante uma parada de duas horas em uma estação, Chen Ying escapou enquanto
deixada sozinha. Em 2 de agosto, Chen Ying foi presa novamente em Pequim e enviada ao Escritório Intermediário da cidade
de Jiamusi em Pequim. No entanto, ela conseguiu escapar no dia seguinte.
Em 4 de agosto, o pai de Chen Ying, o diretor e um oficial de segurança da escola chegaram a Pequim para levá-la para casa.
Eles procuraram por ela durante uma semana, mas não puderam encontrá-la. Um responsável do Escritório de Ligação
prometeu informar os membros da família de Chen Ying, e o diretor da escola, logo que ela fosse encontrada. Em 15 de
agosto, Chen Ying foi presa novamente em Pequim, mas ninguém da escola, ou da sua família, foi notificado. Em 16 de
agosto, Chen Ying foi escoltada de volta para a cidade de Jiamusi. À caminho de Jiamusi, ao redor das 14 horas e 34 minutos,
Chen Ying foi ao banheiro e pulou para fora do trem pela janela do banheiro. O trem prosseguiu cerca de 10 km antes de
parar totalmente. O chefe da tripulação e o oficial Li correram para encontrar Chen Ying e enviaram-na para o Hospital
Fengrun na cidade de Fengrun.
Por volta das 5 horas da tarde do dia 16 de agosto, um policial levou-me do meu local de trabalho para uma delegacia. Foi-
me dito que eu não seria autorizada a ver a minha filha, caso eu ainda praticasse o Falun Gong. Porque eu queria ver minha
filha, eu menti e disse a eles que eu já não praticava o Falun Gong. Eles não me disseram que minha filha já estava morta.
Quando chegamos ao Hotel Fengrun na cidade de Fengrun, após às 9 horas da noite em 17 de agosto, o oficial Li nos disse
que eles tinham decidido interromper o suprimento de oxigênio na noite de 16 de agosto, quando Chen Ying já não podia ser
reanimada. Eles tinham, então, enviado o seu corpo para o Crematório de Fengrun para congelamento.
Em 18 de agosto, para que eu pudesse ver o corpo da minha filha, eu fui obrigada a mentir novamente em uma entrevista na
TV realizada pela estação de televisão de Tianjin em nome da CCTV, dizendo que eu tinha parado completamente de praticar
o Falun Gong. Em seguida, no mesmo dia, eu fui acompanhada por policiais e levada ao crematório para ver o corpo da
minha filha. No entanto, não me permitiram assistir a cremação, e eu fui forçada a sair da cidade de Fengrun depois das 2
horas da tarde.
Agora, eu devo dizer a verdade. O que eu disse para a polícia e aos repórteres da mídia era tudo mentira, inclusive a história
que foi publicada no jornal da noite em Sanjiang.
Em 29 de março de 2000, eu fui para Pequim apelar pelo Falun Gong como minha filha tinha feito antes. Eu fui detida no
trem no caminho da cidade de Shenyang para Pequim, e enviada para um centro de detenção. Em 3 de abril de 2000, eu fui
escoltada de volta para a cidade de Jiamusi por funcionários tanto do meu local de trabalho como da delegacia. Eu fiquei
presa em um centro de detenção por 47 dias.
Adolescente forçado a ingerir uma droga nociva e condenado a 7 anos de prisão
Li Mingwei era um estudante do ensino médio na Escola Experimental da cidade de Anqiu, província de Shandong.
Certa manhã, no início de março de 2001, enquanto Li Mingwei ainda estava dormindo, oito funcionários municipais e
policiais invadiram a sua casa, levando presos ele e a sua mãe, e deixando a sua irmã, de 12 anos de idade, sozinha em casa.
Eles foram detidos na cidade de Anqiu. O oficial da cidade, Song Baojie, tinha reservado duas casas com a finalidade de
manter presos e proceder com “lavagens cerebrais” em praticantes do Falun Gong.
Li Mingwei iniciou uma greve de fome em protesto contra a detenção ilegal. Cinco dias mais tarde, ele foi enviado de volta à
escola, onde ele foi mantido em uma pequena sala. Sob as ordens de Wei, um oficial da cidade de Anqiu, e como castigo, a
escola o enviou ao Hospital Popular da cidade de Anqiu para receber alimentação forçada. Eles lhe aplicaram uma droga
desconhecida, a qual deixou todo o seu corpo anestesiado. Em seguida, eles tentaram introduzir um tubo em seu nariz,
chegando até o estômago, mas não conseguiram porque o tubo era muito grosso. Então, eles usaram alguns equipamentos
para forçá-lo a abrir a boca de modo que pudessem inserir o tubo em seu estômago. Sua boca sangrou profusamente devido
a este procedimento grosseiro ou violento.
Os funcionários da escola tentaram forçar Li Mingwei a escrever uma declaração dizendo que não iria apelar ao governo
pelo fim da perseguição ao Falun Gong. Disseram-lhe que se ele se recusasse a escrever a declaração, eles iram prendê-lo e
não permitiriam que ele voltasse às aulas. Um professor o viajava atentamente durante o dia, enquanto dois estudantes o
faziam durante a noite. Ele foi forçado a ver materiais de “lavagem cerebral” que difamavam o Falun Gong.
Em julho de 2001, Li Mingwei foi a Pequim novamente recorrer ao governo para parar a perseguição. Ele foi preso e enviado
de volta à escola, onde ele ficou detido durante todo o verão. Li Mingwei iniciou outra greve de fome e foi novamente
liberado.
Um dia, ele foi chamado em sua classe para comparecer à secretaria da escola. Vários professores o cercaram e o atacaram
verbalmente. Um dos diretores de escola, Jiang Dongpo, esbofeteou o seu rosto mais de dez vezes.
Para evitar novas perseguições, ele teve de sair de casa e da escola, andando pelas ruas de forma a não ser localizado. As
últimas informações sobre Li Mingwei revelou que a polícia o encontrou e o prendeu em um centro de lavagem cerebral na
cidade de Anqiu. Mais tarde, ele foi condenado a sete anos de prisão.
Mãe torturada até a morte, pai desaparecido, criança colocada em orfanato
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| Wang Xiaodong, professora do ensino médio de 34 anos de idade, torturada até a
morte | Liu Xifeng, o marido da Sra. Wang, está desaparecido | O filho do casal, Liu Xiang, de 11 anos de idade, atualmente vive no Orfanato de Shenzhen |
Os praticantes do Falun Gong o Sr. Liu Xifeng e a Sra. Wang Xiaodong eram oriundos do nordeste da China.
Ambos eram professores na Escola de Ensino Médio Shenzhen Nantou. O filho do casal,Liu Xiang, está agora com 11
anos de idade.
Após o início da perseguição ao Falun Gong, em 20 de julho de 1999, o Sr. Liu foi a Pequim apelar pelo fim da injusta pressão
sobre os praticantes do Falun Gong. A fim de evitar a polícia, que estava tentando impedir os praticantes de recorrer, ele foi
a Pequim caminhando, numa jornada de 45 dias. Ele sofreu muito com a viagem. Seus pés ficaram inchados de tanto andar e
ele não podia usar sapatos.
Em 2000, a polícia prendeu a mulher do Sr. Liu, a Sra. Wang, e a condenou a dois anos de prisão em um campo de trabalhos
forçados por apelar em favor do Falun Gong em Pequim. Ela passou por torturas extremas no Centro de Detenção de
Nanshan e mais tarde no Campo de Trabalhos Forçados de Sanshui. Ela sofreu um colapso mental devido à tortura, e foi
liberada para tratamento. Após a sua liberação, ela voltou a praticar o Falun Gong e se curou rapidamente.
O casal foi demitido da escola por causa de seus apelos em favor do Falun Gong. Para evitar a perseguição da polícia, eles
tiveram de se esconder. Com isso, a educação do seu filho foi muito perturbada.
Por volta de janeiro de 2002, o Sr. Liu e colegas praticantes caíram em uma armadilha preparada pela Secretaria de
Segurança Nacional chinesa. A polícia os prendeu em Buji, na cidade de Shenzhen. O chefe da seção de Shenzhen da
Secretaria Nacional de Segurança, Xiao Shizhong, ordenou à polícia que torturasse o Sr. Liu. Mais tarde ele foi trazido ao
Hospital da Polícia Armada da cidade de Shenzhen (também conhecido como Hospital da Polícia Armada de Fronteira da
Província de Guangdong), que é a instituição médica designada para a “Agência 610” em Shenzhen. Por mais de um ano,
dezenas de praticantes do Falun Gong, que tinham entrado em greve de fome para protestar contra a perseguição, foram
sequestrados e levados para este lugar, onde foram forçados a receber injeções e alimentados à força.
Por volta do meio dia do dia 22 de março de 2002, o Sr. Liu, que estava em greve de fome, foi levado para a sala 301 da
primeira seção do Departamento de Medicina Interna para ser alimentado à força. O chefe de seção, Xiao Shizhong, gritava
no corredor: “Vamos furar este porco até a morte. Vamos fazer um experimento com o corpo humano. Quem quiser
aprender pode vir!” Assim, a inserção do tubo foi feita pelos guardas de segurança, Zhang e Tang Jianfeng, empregados da
empresa de segurança Longgang da cidade de Shenzhen, e que não são médicos. Os procedimentos impróprios fizeram com
que o Sr. Liu tivesse dificuldades para respirar, ficasse com o corpo todo tremendo e apresentasse risco de morte. Em vista
disso, os agentes o colocaram em um monitor cardíaco para o tratamento de emergência. A médica de plantão, a Dra. Liu,
prescreveu gotejamento intravenoso em ambos os braços. Neste momento crítico, em vez de permitir que uma enfermeira
treinada administrasse as infusões intravenosas, os guardas de segurança Zhang e Tang Jianfeng insistiram em aprender a
inserir a agulha. A enfermeira-chefe, Liu Min, consentiu e instruiu a enfermeira de plantão, Geng Jie, a ensinar os guardas a
fazer a inserção. Estes dois seguranças perfuram as mãos e os braços do Sr. Liu mais de vinte vezes, rompendo os vasos
sanguíneos em diversos lugares. Isto durou mais de dez minutos. O Sr. Liu começou a mostrar sinais graves, com batimentos
cardíacos irregulares e dificuldade para respirar, até que todo seu corpo entrou em convulsão.
O Sr. Liu sofreu mais uma rodada de tortura por volta das uma e meia da tarde do dia 30 de março de 2002 na sala 329 do
Departamento de Medicina Interna. A polícia o alimentou à força e injetou álcool concentrado através de um tubo nasal duas
vezes a fim de torturá-lo. Ele não havia se alimentado ou se hidratado por 16 dias. O policial Wang Wei usou quatro algemas
para prender as mãos e os pés do Sr. Liu a uma cama, e então injetou uma seringa cheia de álcool pelo tubo de alimentação
nasal. Mais tarde, o guarda de segurança, Song Shichao, e outro funcionário da empresa de segurança Longgang, injetaram
mais duas vezes a mesma quantidade de álcool que havia sido usada na primeira vez. Em menos de uma hora, eles inseriram
o tubo nasal e injetaram álcool pelo nariz do Sr. Liu duas vezes. Após a segunda inserção, quando foi retirado, o tubo estava
coberto de sangue.
O Sr. Liu conseguiu fugir do hospital e recuperar a sua liberdade quando os guardas que o vigiavam adormeceram.
Em 22 de setembro de 2002, o Sr. Liu e a sua esposa, a Sra. Wang, foram presos novamente.
Atualmente, ninguém sabe o paradeiro do Sr. Liu. A polícia torturou a Sra. Wang até a morte depois que ela entrou em greve
de fome, há quatro meses, no Centro de Detenção de Nanshan em Shenzhen. Diz-se que a polícia enviou o seu filho de 11
anos de idade para o Orfanato Shenzhen.
Estudante é forçado a deixar a sua casa para evitar a tortura
Eu sou um estudante do segundo grau de 17 anos de idade. Em junho de 2001, antes de um exame importante na escola,
meus professores e as autoridades da escola me chamaram em seus escritórios várias vezes para dizer que não desse
respostas verdadeiras às perguntas sobre o Falun Gong no exame. No entanto, eu não queria mentir, e escrevi a verdade
sobre o Falun Gong nas questões do exame. O administrador da educação da cidade, o Sr. Yao, e um professor, o Sr. Zheng,
me ameaçaram duas vezes por isso e queriam me mandar para um campo de trabalhos forçados.
Quando eles vieram até a minha casa, eu consegui escapar, e assim evitar ser capturado e torturado. As autoridades e os
policiais da cidade de Sanjie ameaçaram meus pais. Eles disseram aos meus pais que se eles não me “reformassem”, eles
iriam prendê-los e confiscar a nossa terra. As autoridades, Dong Xiquan e Wang Jiubing, também bateram nos meus pais. Em
3 de setembro de 2001, para evitar novas torturas, meus pais saíram de casa. Estamos todos andando pelas ruas. Eu não
tenho sido capaz de frequentar a escola, uma vez que ficamos sem casa.
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