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Sumário:
Advogado quase é condenado a três anos de trabalhos forçados
por defender um praticante do Falun Gong no tribunal
Em abril de 2003, o Sr. Wei Jun, advogado do escritório de advocacia Baicheng na cidade de Baise, província de Guangxi,
defendeu a Sra. Liang Changying na Segunda Vara do Tribunal Criminal do Distrito de Youjiang. A Sra. Liang é uma praticante
do Falun Gong que foi a julgamento por ter escrito um artigo, publicado na Internet, documentando as violações aos direitos
humanos cometidas contra praticantes do Falun Gong no Primeiro Campo de Trabalhos Forçados de Guangxi e no Campo
Feminino de Trabalhos Forçados de Guangxi.
O Sr. Wei defendeu o caso da Sra. Liang com base nos fatos e proveu uma poderosa defesa contra as acusações do Promotor
Público. Durante as alegações finais, o Promotor Público ficou muito irritado quando não foi capaz de refutar os argumentos
do Sr. Wei. Contudo, a despeito dos esforços do Sr. Wei, a Sra. Liang foi condenada a cinco anos e meio de prisão.
Quando o julgamento foi interrompido, o Promotor Público questionou: "Não há uma norma segundo a qual advogados não
podem defender praticantes do Falun Gong que alegam 'inocência'? Quem autorizou o advogado a defender um praticante
do Falun Gong?"
Naquele mesmo dia, o telefone celular, residencial e o do escritório do Sr. Wei passaram a ser monitorados. Alguns dias
depois, policiais foram ao Departamento Judiciário solicitar a suspensão da licença para o exercício da advocacia do Sr. Wei
e para sentenciá-lo a três anos de trabalhos forçados. O diretor do Departamento recusou o pedido, e então a polícia
advertiu o Sr. Wei de que ele não seria mais autorizado a defender praticantes do Falun Gong. Em seguida eles confiscaram
todos os seus materiais a respeito do caso a Sra. Liang.
Praticantes do Falun Gong sentenciados por publicar e baixar artigos na Internet
documentando violações dos direitos humanos
Praticantes do Falun Gong da cidade de Baise, província de Guanxi, foram condenados à prisão por postar e baixar artigos na
Internet sobre as violações dos direitos humanos cometidas contra os praticantes do Falun Gong:
A Sra. Liang Changying é uma professora, de 34 anos, que foi detida e liberada várias vezes. Em 5 de setembro de
2002, a polícia a prendeu por ter escrito um artigo intitulado "A perseguição aos 'discípulos do Dafa' no Primeiro Campo de
Trabalhos Forçados de Guangxi e no Campo Feminino de Trabalhos Forçados de Guangxi", documentando violações dos
direitos humanos cometidas contra os praticantes do Falun Gong em ambos os Campos. Este artigo foi publicado na Internet.
Seu advogado, o Sr. Wei Jun, proporcionou-lhe uma defesa bem fundamentada. Furioso, o Promotor Público questionou o
Tribunal: "Não há normas estipulando que ninguém pode alegar 'inocência' em defesa de praticantes do Falun Gong? ..." O Sr.
Wei foi repreendido por haver defendido a Sra. Liang, e quase foi enviado a um campo de trabalhos forçados por três anos.
Em 25 de julho de 2003, apesar da excelente defesa, a Corte Popular do Distrito de Youjiang, na cidade de Baise, condenou a
Sra. Liang a cinco anos e meio de prisão.
A Sra. Wei Xinglian, mãe da Sra. Liang Changying, foi condenada a dois anos de prisão por baixar “materiais de um
site estrangeiro”.
O Sr. Fang Guokun foi preso por ter escrito um artigo expondo a perseguição ao Falun Gong e tê-lo postado na
Internet.
O Sr. Wei Binglian foi preso em 16 de agosto de 2002, porque a polícia suspeitou que ele tivesse acessado a Internet
para obter informações sobre o Falun Gong. O Tribunal da cidade de Baise o condenou a um ano e meio de prisão por "obter
ilegalmente segredos nacionais". Posteriormente, em 25 de julho de 2003, a Corte Popular do distrito de Youjiang, na cidade
de Baise, condenou-o a mais quatro anos e meio.
Li Weiji, condenado a 8 anos de prisão e espancado até ficar paralítico
por ajudar praticantes do Falun Gong a coletar provas de abuso
Em 5 de março de 2003, o Tribunal Distrital de Yinzhou Tieling, província de Liaoning, sentenciou o Sr. Li Weiji a
oito anos de prisão, a serem cumpridos no Presídio Panjin. Embora o Sr. Li não seja praticante do Falun Gong, ele ajudou a
coletar provas das violações dos direitos humanos sofridas por praticantes locais, além de tê-los ajudado a obter os
documentos para que pudessem viajar para o exterior. Enquanto esteve na prisão, os guardas espancaram o Sr. Li tão
severamente que terminaram por quebrar os seus dois braços e causar uma hérnia lombar de disco intervertebral. Como
resultado, o Sr. Li mal consegue andar.
Tentativa de assassinato na África do Sul contra defensor dos direitos humanos do Falun Gong
 Ferimentos graves nos pés do Sr. David Liang. |
 Marcas de tiros no carro. |
 O Sr. David Liang relatando sua história numa conferência de imprensa em Sydney,
Austrália. |
Em 28 de junho de 2004 por volta das 20 horas e 30 minutos, cinco praticantes do Falun Gong iam de carro do Aeroporto
Internacional de Joanesburgo para Pretória, capital da África do Sul, quando um carro branco veio por trás e abriu fogo
contra eles com um fuzil AK-47. Os praticantes tentaram acelerar para fugir do ataque, mas os assassinos se mantiveram no
encalço e continuaram a disparar. Os praticantes e o condutor do carro, o Sr. David Liang, que é cidadão australiano, foram
atingidos e forçados a sair da estrada. O motorista, mesmo ferido, conseguiu parar em um campo. Os homens armados
pararam e observaram por alguns segundos. Em seguida, fugiram do local.
Este atentado não parece ser uma tentativa de homicídio comum. As vítimas estavam entre um grupo de nove praticantes
autralianos do Falun Gong que viajavam para a África do Sul para iniciar um processo legal contra o Vice Presidente da
China, Zeng Qinghong, e o Ministro do Comércio, Bo Xilai – os quais estavam visitando a África do Sul de 27 a 29 de junho –
por tortura, genocídio e crimes contra a humanidade. Antes de deixarem a Austrália, um deles já havia recebido dois
telefonemas ameaçadores. Quando eles chegaram ao Aeroporto Internacional de Joanesburgo, notaram que um homem de
aparência suspeita os estava seguindo e observando. Além disso, o Sr. David Liang, o motorista que foi baleado, estava
vestindo uma jaqueta do Falun Gong. A polícia Sul-Africana observou que o local do atentado não ficava em uma área com
uma elevada taxa de criminalidade. Embora houvesse várias malas no carro, os pistoleiros não tentaram roubar nada dos
praticantes, afastando a possibilidade de que os tiros fossem uma tentativa de assalto.
Em 30 de junho, uma pronta declaração da embaixada da China na África do Sul só aumentou a suspeita do atentado.
Embora seja representante dos cidadãos chineses na África do Sul, a embaixada não demonstrou nenhuma simpatia pelo Sr.
Liang, que sofreu ferimentos de bala nos dois pés e fraturas no pé direito. Pelo contrário, a embaixada afirmou que o
incidente não passava de uma conspiração do Falun Gong e advertiu a mídia internacional para que não fizessem nenhuma
"reportagem irresponsável sobre o incidente".
Na verdade, este atentado não foi tampouco um ataque isolado contra praticantes do Falun Gong no exterior. Desde que
Jiang Zemin, ex-presidente da China, lançou a violenta perseguição contra o Falun Gong em 20 de julho de 1999, o governo
chinês tem tentado debelar os esforços dos praticantes do Falun Gong para revelar no exterior a brutalidade da situação na
China. O governo chinês tem utilizado a pressão econômica para forçar os governos estrangeiros a tratar mal os praticantes
do Falun Gong e atrapalhar suas atividades. Na França, Alemanha, Islândia, Rússia, Ucrânia, Tailândia e alguns outros países,
houve casos em que as forças policiais locais foram pressionadas a deter arbitrária e injustificadamente praticantes do Falun
Gong que exerciam o direito de manifestação pacífica. As autoridades chinesas têm também recorrido à violência e
disseminado o ódio para intimidar os praticantes do Falun Gong. Em Atlanta, São Francisco, Chicago e Nova York, houve
vários incidentes de agressões físicas contra praticantes do Falun Gong por parte de cidadãos chineses com laços estreitos
com os consulados chineses.
Embora o esclarecimento dos fatos ligados ao tiroteio na África do Sul estarem a espera de investigação policial, não há
nenhuma disputa em relação a outros crimes do governo chinês contra o Falun Gong. O assunto em questão é como os
princípios e valores universais pesam contra os interesses de econômicos e o acesso ao mercado chinês. Enquanto a
comunidade internacional se mantiver condescendente, as ações do governo chinês vão continuar, e a escalada dos ataques
terroristas contra praticantes do Falun Gong no estrangeiro não vai parar até que o terrorismo de Estado contra o Falun
Gong na China seja terminado.
Para informações atualizadas, por favor visitewww.628watch.net
Li Chunyuan, condenado a trabalhos forçados por registrar queixas contra o ex-presidente Jiang pela perseguição
ao Falun Gong
O Sr. Li Chunyuan, de 40 anos, e nacionalidade coreana, é professor do Departamento de Filosofia e Religião na
Universidade Central das Minorias em Beijing. Ele foi retirado à força de sua casa em 17 de janeiro de 2001, acusado de
"perturbar a ordem social" e condenado a um ano e meio de prisão no Campo Tuanhe de Trabalhos Forçados, no distrito de
Daxing em Pequim. Seu "crime" foi ter apresentado duas queixas contra Jiang Zemin, o então presidente da China, por causa
da perseguição aos praticantes do Falun Gong (uma em novembro de 2000, junto ao Congresso Nacional do Povo, e outra em
setembro de 2003, junto a Suprema Procuradoria Popular da China). Ele redigiu um relatório de dez páginas documentando
ter sido privado de seu cargo de professor, de sua remuneração, e de seu gabinete, além de ter ficado detido por quatro
meses por haver praticado exercícios do Falun Gong no campus da universidade.
No Campo Tuanhe, ele foi trancado em uma jaula de ferro por um longo período de tempo. Ele tinha de sentar-se e
permanecer imóvel sobre uma prancha desde cedo pela manhã até a noite, sem ter permissão para sair ou conversar. Os
policiais o torturaram com choques elétricos aplicados em suas costas, na face, e nos órgãos genitais. Além disso, sua pena
foi prolongada por ele haver recusado desistir da prática do Falun Gong.
Sun Ke, sentenciado à trabalhos forçados por discursar
contra a injustiça praticada contra o Falun Gong
O Sr. Sun Ke vivia com sua família na cidade de Dehui, província de Jilin. Embora ele não seja um praticante do
Falun Gong, alguns membros de sua família são. Depois que o governo começou a perseguir o Falun Gong, toda a sua família
sofreu física e mentalmente. Seu irmão mais velho, o Sr. Sun Dawei, um praticante, foi arbitrariamente detido por se recusar
a desistir da prática. Uma vez, ele foi torturado até a beira da morte e detido em um hospital.
O irmão mais novo do Sr. Sun Ke, o Sr. Sun Qian, e sua esposa, a Sra. Ma Chunli, também são praticantes. A Sra. Ma foi forçada
a viver nas ruas para evitar novas prisões e tortura. O Sr. Sun Qian foi arbitrariamente detido e torturado por praticar o
Falun Gong.
Em novembro de 2003, o Sr. Sun Ke apelou aos líderes locais na delegacia de polícia e no Ministério Público, no
Departamento da Justiça e outras entidades do governo local, tudo em conformidade com a lei. No entanto, estes
departamentos se omitiam e atribuíam as responsabilidades um para o outro. Não restando nenhuma alternativa, o Sr. Sun
Ke, juntamente com outros doze membros da família, todos praticantes do Falun Gong, foram a Pequim apelar ao governo
central em conformidade com a lei. Isto chocou as autoridades do seu distrito local.
Em 18 de dezembro de 2003, o Tribunal de Justiça a cidade de Dehui procedeu ao julgamento de treze praticantes do Falun
Gong presos, incluindo o Sr. Sun Qian, que já estava preso por mais de 14 meses. O tribunal o condenou a 12 anos de prisão.
Ele foi então detido na Prisão de Jilin. Quando o Sr. Sun Ke veio para o tribunal e pediu para visitar o irmão, sua entrada foi
negada. Em defesa do seu irmão, ele argumentou: "O termo de ampliação da prisão não passa de uma detenção ilegal. Se
vocês não liberarem essas pessoas, nós, membros da família, iremos a Pequim para processá-los!" Em resposta, o
Comissário Li Jin ordenou a um grupo de policiais que contessem o Sr. Sun. Alguns policiais o agarraram pelos cabelos,
enquanto outros o agarraram com força pela cintura e pelos braços. Eles o dominaram e o mandaram embora.
Na delegacia, o policial Wang Chunsheng, da Brigada Criminal, juntamente com outros oito policiais, golpearam o Sr. Sun na
cabeça, chutaram e bateram nas suas costas com os braços e cotovelos, enquanto o insultavam verbalmente. Ele foi
espancado por um longo tempo, até que todo o seu corpo estava coberto com cortes e contusões. A polícia então criou
documentos falsos para enquadrá-lo criminalmente. Eles tentaram forçá-lo a assiná-los, mas ele se recusou. A polícia
chegou a ameaçar outras pessoas na tentativa de forjar provas falsas contra ele. O Sr. Sun foi interrogado três vezes num
período de cinco dias. Finalmente, ele foi condenado a um ano de trabalhos forçados e enviado para o Campo de Trabalho de
Yinmahe, na cidade de Jiutai. Recentemente, o Sr. Sun sofreu confusão mental e tem estado incapaz de se alimentar. Ele já
desmaiou muitas vezes. Enquanto o Sr. Sun permanece na prisão, sua esposa, filhos e mãe idosa estão sem fonte de renda.
Diretor de um escritório local da "Agência 610"[1]
condenado por se recusar a perseguir os praticantes do Falun Gong
O Sr. Yang Liwenfoi um líder de grupo e diretor-adjunto do Departamento de Inspeção de Justiça do distrito de
Beihu, na cidade Chenzhou, província de Hunan. Em 1999, ele foi nomenado diretor da "Agência 610" local e testemunhou o
surgimento da perseguição e de todos os mecanismos usados para forçar os praticantes do Falun Gong a renunciar às suas
crenças. Contudo, além de se recusar a perseguir os praticantes do Falun Gong, o Sr. Yang Liwen escreveu cartas para o
governo local em Chenzhou, apelando pelo fim da perseguição aos praticantes do Falun Gong. Ele também escreveu cartas
para um website estrangeiro sugerindo que o Falun Gong seria a esperança da China, e que a virtude de ser verdadeiro[2] seria fatal para os funcionários corruptos do partido cumunista chinês. Em 5 de novembro
de 2002, o Sr. Yang foi detido, e em 3 de novembro de 2003, ele foi condenado a 18 meses de prisão no Segundo Centro de
Dtenção da cidade de Chenzhou.
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[1] "Agência 610":
Agência nacional criada especificamente para o propósito de erradicar o Falun Gong e "reformar" os praticantes. Ela tem
poder absoluto em todos os níveis da administração do Partido Comunista, assim como sobre todos os outros órgãos
políticos e judiciários.
[2] Falun Gong é baseado
nos princípios da Verdade, Compaixão e Tolerância. Praticantes do Falun Gong se esforçam para assimilar esses valores em
suas vidas diárias.
Zhu Xianzhi, preso por expor publicamente e apelar contra a tortura
A Sra. Zhu Xianzhi tem 43 anos e é mãe de três filhos. Ela vive na vila Tangsengsi, município de Houshi, na cidade de
Yanshi, província de Henan. Em 28 de junho de 2000, a Sra. Zhu entregou duas cartas de apelo ao Escritório Central de
Recursos de Pequim, pedindo ao governo para terminar a perseguição ao Falun Gong. No dia seguinte, ela foi presa e
conduzida de volta à sua cidade natal. Ela foi detida várias vezes. Em 31 de julho de 2001, ela foi novamente detida e presa.
Ela foi impedida de dormir durante três dias, enquanto esteve algemada com as mãos atrás das costas por duas noites, o que
feriu seriamente seu braço direito.
Durante a sua detenção, a Sra. Zhu escreveu uma carta decrevendo o tratamento desumano que ela recebeceu da polícia e
dos oficiais do município de Houshi. Ela entregou a carta a outros praticantes do Falun Gong para que eles a divulgassem na
Internet. Quando os funcionários do município souberam da notícia, houve retaliação. Em 6 de março de 2003, a Sra. Zhu foi
enviada à força para um "centro de lavagem cerebral"[3]. Para
protestar contra sua detenção ilegal, ela entrou em greve de fome.
Quatro dias mais tarde, a Sra. Zhu conseguiu fugir, e passou a viver nas ruas para evitar ser presa e torturada novamente. Os
oficiais do município de Houshi prenderam o marido e a filha de 15 anos da Sra. Zhu para tentar descobrir o seu paradeiro.
Eles mantiveram o seu marido preso por sete dias, privando-o de dormir. A sua filha foi algemada à perna de uma mesa por
24 horas. Durante este tempo, ela foi impedida de comer ou dormir. A polícia tem ainda assediado muitos parentes da Sra.
Zhu.
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[3] "Centro de lavagem
cerebral": As autoridades chinesas têm construído milhares de instalações, por toda a China, onde os praticantes do Falun
Gong estão sujeitos a doutrinação para forçá-los a renunciar à prática. Eles são forçados a assistir vídeos ou recitar
propaganda anti-Falun Gong e são muitas vezes impedidos de dormir e torturados.
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